¤ O melhor da Wikipédia, a enciclopédia livre
Fonte: Wikipédia
Fetiche por balões é um fetiche sexual (também classificado como parafilia) onde o portador é fascinado e se excita ao ver e tocar balões de latex (bexigas, bolas de festa). Não muito popular no Brasil mas já extensamente documentado no exterior e na Internet, esse fetiche é adquirido na infância quando o portador começa a sentir uma fascinação por esses objetos e passa a desejá-los sexualmente ou se excita ao ver pessoas do sexo oposto brincando com balões. Os fetichistas também usam esses balões para masturbação.
Não me pergunte como.
Recentemente esse fetiche ficou muito popular na Internet onde seus adeptos se auto-denominam Looners. Há sites comerciais que se dedicam em vender galerias de fotos e videos com mulheres nuas interagindo com os balões (isto porque a grande maioria desses fetichistas são homens).

Tiago Popsuxxx, famoso no mundo Looner.
(Tiago Popsuxxx não cobrou cachê para ilustrar este post...)
¤ Grandes dicas para Orkuteiros - Parte 1
Nunca comece um depoimento no Orkut escrevendo "O que falar de fulano?".
Você espera o quê? Que após escrever isso, surgirão automaticamente várias linhas descrevendo as características mais visíveis do sujeito, e depois você só precisará apertar em um botão pra enviar o depoimento?
A dúvida é sua, se você não sabe o que falar, não precisa demonstrar pra todo mundo. Ou então seja franco e assuma publicamente:
"Olha, pra ser sincero... se essa criatura sumir da Terra, eu não vou nem notar."
Sinceridade é isso aí.
E ainda tem gente hipócrita que coloca no campo "Pessoal" do seu perfil no site: "O que não suporto: falsidade".
¤ Coca Mata - Compromisso com a "verdadi"
Clique nas imagens para ampliá-las.




São notícias antigas de jornais acreanos, absurdamente reais.
E eu achava a imprensa acreana atual bem fraquinha..
ps: Valeu, Mayara
¤ O jovem no Brasil nunca é levado a sério
E como levar a sério o jovem brasileiro cujo ídolo é o Chorão?

A banda Strike: pela pose dos integrantes na foto de divulgação, você já vê que não é sério...
O seriado Malhação mudou a trilha sonora de abertura. Seguindo a teoria do "quanto pior, melhor", sai o Chorão e entra.. Strike. É como o time do Botafogo atual, sai o Reinaldo e entra o.. Tiago Marin.
*
A propósito, o atacante alvinegro Reinaldo - apelidado pelos torcedores de "Ruim-naldo" - tem, no campeonato brasileiro, a incrível marca de .. 1 GOL. Até o folclórico Túlio Maravilha manco e com artrite é melhor.
¤ Coca-Cola já chegou, sim

Rio Branco, finalmente, vai ganhar um SHOPPING. O primeiro do Acre. Não que alguém imaginasse que, se houvesse um, ele estivesse localizado em Santa Rosa do Purus, mas é bom frisar que é na capital do estado (aposto que você, estudante que andou cabulando as aulas de Geografia no colégio, nem sabia deste detalhe). Vou poder responder com um "SIM" aos que me perguntam, um pouco céticos "Mas tem shopping no Acre?". Pronto. Agora sim. Quer dizer.. agora não. Mas vai ter.
Divulgado isto, só vai faltar uma franquia do McDonald's pra Rio Branco deixar de ser vista como uma aldeia - ou talvez um outro planeta, ou simplesmente uma mentira - e poder ser considerada uma cidade pelos habitantes de outros cantos do país.
Há muitos anos atrás chegaram a anunciar por aqui algo que diziam ser um shopping. Eu era um pré-adolescente, um pouco anti-social, mas havia me empolgado com a notícia. Na inauguração, com uma multidão comparecendo ao local, tive a impressão de que a obra era grande, enorme, colossal. Consegui me perder por lá, e saí disposto a voltar depois e ver o que a superlotação me impediu de avistar.
Mas eis que, duas semanas após essa primeira visita, passado o frisson da novidade, o shopping já não atraía tantas pessoas e era possível circular por lá sem maiores problemas. Andei um pouco, subi a escada, desci, dei algumas voltas. Não que houvesse muita coisa para olhar. Na verdade, fiquei procurando portas de entrada para outros pavilhões, busquei no elevador botões no painel que levassem a andares superiores secretos e fui até o estacionamento esperando encontrar por lá algumas lojas subterrâneas, até desistir disso tudo e ter a conviccção de que o lugar era mesmo um ovo, e não poderia ser considerado um shopping decente nem em Boa Vista, com todo o respeito que eu daria aos habitantes daquela terra, se ela existisse (agora que o Acre tá crescendo, já podemos até fazer piada com estados menores, característica comum lá pelo sudeste).
*
O tal Via Verde Park Shopping, anunciado como primeiro shopping do Acre, parece ser um shopping de verdade. São 65 milhões de investimento, uma área de 29.363,32 m², um número de lojas considerável - que eu não lembro mais a quantidade exata e não faço a mínima questão de lembrar -, entre outras atrações.
Já dispõe até de um site, no inimaginável endereço www.viaverdeparkshopping.com.br.
Vejam o vídeo de apresentação, que surge na primeira página. Notem, logo no início, imagens representando a cidade de Rio Branco, entre elas uma do "Palácio Rio Branco", um grande símbolo arquitetônico de... Salvador.
Por acaso, ao fazer uma pesquisa por "Palácio Rio Branco" no Google imagens, a foto do palácio soteropolitano aparece entre os primeiros resultados.

É, como se vê, parece que os empresários sabem bem onde estão investindo..
Por via das dúvidas, é bom o pessoal da inexistente Boa Vista, em Rondônia, ficar de olho nas novas construções que estejam sendo erguidas por lá. Se, porventura, virem algo anunciado como Via Verde Park Shopping, relatem o engano, ok? Os índios da nossa tribo agradecem.
¤ O melhor da Wikipédia, a enciclopédia livre

BBW são as iniciais de "Big Beautiful Woman", ou seja, mulheres gordas e bonitas ou atraentes. Essas mulheres estão se tornando cada vez mais "objeto" de desejo de milhares de homens ao redor do mundo. Os admiradores de mulheres com esse tipo físico se chamam Fat Admirer ou simplesmente "FA", ou seja, admiradores de gordas. O fetiche pelas mulheres gordas está cada vez mais em moda, principalmente com o advento da internet e a inevitável proliferação de sites que mostram fotos e vídeos de mulheres gordas nuas ou semi-nuas".
Fonte: Wikipédia
É sério.
É muito sério.
Tá na moda.
...
E tá explicado porque a Preta Gil pega geral.
¤ Morro do Dendê é ruim de escutar

Chovendo no molhado: Tropa de Elite é um ótimo filme, tem muitos méritos que justificam todo seu sucesso, e além de tudo trouxe à tona um oportuno debate sobre a ação da polícia no combate ao tráfico.
Mas precisava ressuscitar mortos - Tihuana e MCs Cidinho e Doca - que já descansavam em paz, ou melhor, nos deixavam em paz há tempos? "Paparapaparapapara clack bum" é mais nocivo à sociedade brasileira do que os drogadinhos universitários e traficantes como o Baiano. Bem que o BOPE podia proteger também nossos ouvidos..
¤ Por que voltar? Voltar por quê?
Não comentei com vocês, mas já pensei em dar um fim à este blog.
De primeira, listei alguns motivos para mandar isto aqui para os ares.
1 - Evitar que alguns desocupados continuem acessando este blog diariamente no local de trabalho e, mesmo com a decepção de não ver nada de novo, continuem voltando e perdendo um tempo precioso que poderia estar sendo usado para uma causa mais nobre e produtiva, como ... responder o recado da fulaninha no Orkut, por exemplo.
2 - Dar uma forcinha pra Globo.com, que parece querer acabar com o Blogger Brasil há tempos, mas fica sem jeito de pedir pros usuários abandonarem o serviço - basta ver como o sistema está às moscas, semi-abandonado.
3 - Abandonar, de vez, qualquer compromisso de atualizar isso aqui vez ou outra. Sim, porque às vezes eu atualizo o blog por pena de ver jogado às traças algo que já foi tão bem conceituado e hoje não é bem visto nem pelos paráquedistas do Google que aqui chegam procurando por "Quero fotos do jegue animal do Nordeste".
4 - Proteger minha privacidade, eliminando do mapa internético detalhes da minha vida sex.., hum, pessoal aqui exposta. Se você procurar com afinco, descobre até a marca da minha pasta de dente. Não que eu acredite que, de posse desta informação, alguém vá se dirigir aos arquivos ali do lado para pesquisar isso - aliás, seria mais um bom motivo para deletar o blog: não servir de parque de diversão para vagabundos desvairados.
*
O fato é que, embora eu tentasse me convencer da necessidade de pôr um fim ao blog, eu tinha plena consciência de outros fatos que apontavam o contrário.
Assim, com a modéstia que me é peculiar, não pude deixar de listar também alguns motivos para não deletar o blog:
1 - Os desavisados que venham a descobrir isto aqui hoje, não poderiam ser excluídos de ter esta oportunidade única na vida, de conferir todo o presente decadente e o passado glorioso deste blog.
2 - Meus leitores não poderiam ser privados de ter à disposição para pesquisa acadêmica esta incrível e vasta biblioteca de inutilidades.
3 - É a maneira que eu tenho de lembrar o que fiz anos atrás. Sabe como é, chega uma hora que a idade pesa, os cabelinhos brancos ficam mais numerosos, a calvície começa a avançar e a memória resolve tirar férias prolongadas.
4 - Vai que, a exemplo do que ocorreu com a Yasmin antes do silicone vesgo, outra leitora famosa e gostosa descobre isto aqui e vira minha fã..
5 - Perderiam-se alguns registros históricos da vida de um dos maiores blogueiros de todos os tempos do.. Acre (resisti à tentação de falar "do Brasil").
Por 5 x 4, resolvi manter o blog.
Obrigado e volte sempre.
¤ Mais uma vez
Tava aqui observando e analisando os dados de alguns mecanismos de controle de tráfego. Isso soa como o início de um texto sobre o malfadado e eterno caos áereo, mas adianto que trata-se de tráfego de visitas na internet mesmo. O extinto - da maneira como era - Videolog.com.br bateu a casa dos 2 milhões de visitantes, e o mini-portal b-log.net já ultrapassou a marca de 4 milhões.
Massa. Bacana. Supimpa. Show. Fera. Tri-Legal, tchê!
Tenho (e tive) sites que atingem (e atingiram) multidões. Mas vamos ao dado que realmente interessa: se cada visitante me desse 1 real, apenas 1 real, eu tava milionário. Como brasileiro geralmente é mão-de-vaca, e eu duvido muito que árabes visitem este site, é certo que isso é apenas uma utopia.
Podia fazer um esquema como o do último cd do Radiohead. Gostou do blog? Dê-me uns trocados aí. Quer pagar quanto? Você escolhe. No fundo eu sei que não daria certo, por isso não faço. Se o Radiohead dependesse dos brasileiros pra ganhar algo com o seu último cd, Thom Yorke e Cia precisariam fazer "bico" - trabalhando como pedreiros, talvez - pra pagar as contas.
*
Diz o Google que este blog decadente passou das 500.000 visitas. Eu acredito fielmente no Google. Ele diz que eu sou o 2º Thiago mais famoso do mundo, e quem sou eu pra questionar? Sou o segundo Thiago mais famoso do planeta, mas o Google é o Google. E pronto. Google falou, tá falado.
Eu comentei ali embaixo que atualmente não ligo muito pra números, mas não dá pra ignorar o fato de que o contador continuou aumentando alguns dígitos mesmo após isto aqui ser declarado oficialmente semi-abandonado. Ou seja, até hoje, mesmo praticamente expulsando os leitores antigos e fechando a porta para os novos, ainda recebo gente aqui.
Então, diante disso, resolvi ser um anfitrião mais simpático e dividir com vocês meus textinhos bobos e infantis - que tanta polêmica causam - com mais frequência.
Fiquem ligados, vamos ao nosso comercial e voltamos já.
Ou não, você sabe o quanto eu sou imprevisível.
¤ Iminente frustração
São 5 horas da manhã, e acabei de comentar com o Ronald Rios no MSN: "Vou comer e, quando voltar, vou escrever alguma coisa. Não sei onde, nem o quê, mas tô na pilha pra escrever". Quer dizer.. isso foi há uma hora atrás, mas acho que ainda posso dizer que foi algo bem recente.
Fui comer e cá estou. Vamos lá. Vou escrever.
Tô olhando aqui pro monitor e pensando no que escrever. Quando eu falei, minutos atrás, com nítida empolgação, parecia que surgiriam temas fenomenais para abordar. Coisas que, se eu não escrevesse justo à essa hora da manhã, não escreveria nunca mais. Mas agora, bem, agora, neste exato momento, eu simplesmente não consigo pensar em nada que valha um post. Tudo bem que antes também não pensava, mas havia o pique, havia a vontade e, por consequência, a certeza de que tudo ia fluir naturalmente e da melhor forma possível.
Pois bem. Na visível enrolação das linhas acima, que eu fiz questão de digitar refletindo por vários segundos a cada palavra escrita, 10 minutos se passaram. Eu tô aqui esperando. Uma luz. Um tema.
E eu sei que você também espera alguma coisa. Afinal, eu já lhe fiz acreditar que até o final deste post vou fazer uma piada sensacional, criar uma polêmica ou dar mais algum dos meus ensinamentos tão indispensáveis para sua rotina diária. Algo que vai lhe fazer sair deste blog pensando que valeu a pena ter entrado aqui. E olha que isso deve ser algo incomum. Raro, mesmo. Olha, continue lendo, talvez seja até inédito.
Pois bem, vejamos.
Falei "Pois bem" mais uma vez, é bom me policiar pra não repetir isso excessivamente.
Pois mal. Vou escrever. Veja só, se eu tirar o ponto final da primeira frase deste parágrafo, a frase que se formará definirá bem este texto. Mas não era bem isso. É algo como.. bom, não sei o quê.
Pois. Mais 10 minutos passados desde o último e agora evitado "Pois bem", acusa o relógio do Windows. Tempo bonito lá fora. Passarinhos cantando.
É dia, "Bom dia!".
Já se foram algumas linhas.
E aqui vai outra.
Este texto vai ficando volumoso (e sua paciência, certamente, cada vez menor) mas tenha calma, porque tenho consciência que não era isso que eu tinha em mente. Na verdade, eu ia falar sobre.. caramba, são 5:30!
Que coisa.
Mais uma linha pra ajudar na espera da inspiração que não chega.
E mais 7 minutos se foram.
Mas vamos parar de ziguezaguear sem destino, eu vim aqui pra escrever e vou escrever. Agora sim, demonstrei convicção.
Eu prometo e cumpro, perceba.
Certo. Ok.
Vou dormir.

¤
Um dos motivos pra ter fugido da convocação pra escrever resenhas oficiais das bandas do Varadouro é que é difícil ser totalmente honesto. No meio de textos meus que se propõem a ter algo de engraçado, você sempre vai encontrar algumas opiniões sinceras. E eu gosto de ser sincero. Ok, às vezes, especialmente quando falo de música - importante ressaltar, antes que seu queixo tenha caído tanto, a tal ponto que seja impossível recolocá-lo no lugar. O post abaixo foi uma crítica, bem sutil, à este fato. Às vezes, ao desempenhar este papel de resenhar um show, vemos a banda se apresentar e não sabemos bem o que dizer posteriormente.
Pra começar, é notório que muitos shows realmente se destacam, e aí é fácil descrevê-los. Mas se não teve nada de especial, você precisa procurar coisas que possam ser valorizadas. Quem sabe até inventar. Fulano tava cantando a música junto com o vocalista? "O público cantava junto", pode-se escrever. 4 gatos pingados dançavam e pulavam? É o suficiente pra dizer: "Foi um estouro, a banda envolveu o público!". Alguém lá no fundo pediu bis? É a glória: "O Varadouro foi pequeno demais para a banda tal!".
Pior ainda, se foi ruim, se foi muito ruim, você não pode dizer que foi, não é ético pra quem faz cobertura jornalística oficial de um evento, em especial nessa tal cena independente, que sobrevive com troca de favores, elogios recíprocos entre as bandas - por vezes, com falsidade de ambos - e apoiando até quem não demonstra talento, afinal defende-se a idéia de que todos merecem uma chance. E merecem mesmo, a verdade é que público sempre há. Por pior que seja a banda, sempre tem alguém que goste. Mesmo que seja só a família e os amigos. E evolução é algo que sempre se pode esperar, embora fique mais difícil quando a banda já tem muitos anos de estrada.
As resenhas oficias do Varadouro estão no site do festival e no Grito Acreano. Não se supreenda ao notar que todas falam bem das bandas. As críticas quase não aparecem. E, se foi assim, será que não valeria uma resenha única para todas as bandas, e que apontasse somente detalhes positivos, como sugerido no texto abaixo? Pra refletir.
*
O outro motivo é que.. bom, eu não prestei atenção na maior parte dos shows. Sabe como é, anda pra cá, anda pra lá, cumprimenta fulano, fala com sicrano.
É, a minha sinceridade é que destrói minha tentativa de terminar de forma marcante um texto crítico.

¤ Varadouro 2007 - Resenha das bandas

Prometi comentar sobre as bandas do festival Varadouro.
Pois bem. Segue a resenha.
* *
_____________ mostra o rock como ele deve ser
Por Thiago Fialho
Uma das surpresas da noite, a banda _____________ demonstrou no palco como evoluiu nos últimos tempos. Com arranjos interessantes, qualidade autoral em canções bem estruturadas e melodias bem construídas, a banda faz música competente e honesta. Merece destaque a qualidade do processo de composição, que produz canções agradáveis e repletas de bons momentos. Aquele tipo de som que costuma agradar logo na primeira audição. Mesclando suas influências do rock de décadas passadas com sua sonoridade própria - algo que fica bem visível na pegada particular de quem comanda a bateria - o grupo criou um som único, que cativa a todos que gostam de um bom rock and roll, e sem cair na mesmice. A cada acorde de guitarra, a cada linha de contrabaixo, a cada virada da bateria, a cada mudança de tom na voz que ecoa do palco, o público responde fielmente e se envolve com toda a emoção musical transmitida pelos integrantes do conjunto. Com uma química perfeita, o grupo deixa admiradores por onde passa. A linha que separa o sucesso do ostracismo é tênue, mas a banda parece saber onde pisa. E, sem dúvida, tem um grande potencial para crescer mais e mais.
* *
Ta aí. Já valeu minha credencial pro evento.
* *
Não faça aquela pergunta idiota "Mas afinal, de qual banda você tá falando?".
A resenha vale para TODAS, ora.
É a nova lógica do jornalismo musical na era da internet.
*
atualização: mas que m****, "O quarto das Cinzas" tem uma bateria eletrônica. Neste caso específico, quando eu falei ali em cima da "pegada particular de quem comanda a bateria", entenda como "pegada particular do Windows".
¤ O lado chato de Tropa de Elite
O filme é ótimo, o chato mesmo são os atrasados. Se você é um sujeito que tá sempre ligado nas últimas novidades da pirataria, já deve ter visto o filme logo após ele ter vazado, assim como eu. Ou seja, já deu tempo de achá-lo uma maravilha, de indicá-lo, de fazer piadas com os personagens e suas frases, de assistir trilhões de vezes, de baixar o "Rap das armas", enfim. Já deu. Passou. Só que, recentemente, é que a maior parte dos seus amigos assistiram e entraram na mesma onda. E você não aguenta mais. E olha que o filme só entra em cartaz nesta sexta. Ou seja, pelo menos mais um mês de "moda-tropa-de-elite" por aí.
¤ Blogando no Varadouro
A partir de hoje, estarei escrevendo, também, no blog do Festival Varadouro.
A diferença é que, por lá, tenho que adotar outro comportamento, do tipo paz e amor, e não irei criticar bandas ou fazer piadinhas com elas. Vou apontar apenas os pontos positivos das bandas que irão participar, falar sobre música em geral, além de comentar sobre o festival. Vejo vocês lá.
¤ Apenas comentando
Domingo eu fui a um campeonato de skate.
Eu não quero fazer uma "resenha de campeonato de skate", porque é muito "fim de carreira". Tudo bem que eu sou um blogueiro decadente, mas daí a cobrir campeonato amador de skate é o fim da picada.
Então eu vou apenas comentar sobre, já que eu estava lá. E porque eu não tenho mais nada pra falar nesse blog. É, na verdade é esse o grande problema. Eu já enjoei de falar da faculdade. Já não abordo temas polêmicos só pra atrair audiência. Pra discutir relacionamentos e comportamento de menininhas, tenho outro blog (só para os espertos). Nunca mais descobri uma banda de indie rock que realmente me empolgue. Enfim.. acho que eram os temas mais frequentes.
Então vamos falar do campeonato de skate amador.
Fui no campeonato de skate, esperando ver.. hummm... bom, eu fui sem esperar nada. Esperei ver skatistas e uma pista de skate, óbvio. Mas eu não entendo nada de skate. Aquelas manobras todas tipo "Back-flip" (essa eu tô chutando, suponho que exista), "Backside", "grab", "Frontside", "Kickflip".. (essas outras todas eu pesquisei no Google, pra pagar de bem-informado), e etc (botei logo um "etc" pra finalizar esse papo, porque eu cansei de pesquisar no Google). Aquilo tudo pra mim é grego.
Mas eu bem que esperava ver algumas "manobras radicais". É, acho que fui lá esperando isso. Manobras radicais seguidas de quedas. Muitas quedas. É divertido ver skatista caindo.
Maldito desejo..
Pois foi o que eu mais vi. Skatista caindo. As manobras radicais ficavam pela metade. Ninguém acertava nada. Não sei como ainda conseguiram selecionar 4 finalistas em cada uma das categorias. Um amigo meu foi lá pra filmar as performances, mas desistiu, pelo mesmo motivo. Filmar fracassos sucessivos? O apresentador comentava "e fulano dá um back-flip com final melancólico". Por "FINAL MELANCÓLICO" entenda-se "QUEDA". Era o que mais acontecia. Quando finalmente um skatista completou sua apresentação sem quedas, foi ovacionado por um grupo de amigos. Suponho que ele nunca tivesse feito isso na vida, pela reação dos amigos.
Taí o comentário.
E eu não quero "treta" com o povo do skate, então levem na paz e humor, porque skate é camaradagem, quedas e tal. Já basta os integrantes de bandas acreanas me odiarem.
*
Porque, falando nisso, vai rolar o Varadouro dias 19 e 20, e aí..
As resenhas do Coca Mata. Ano passado recebi um e-mail revoltado, porém contido, de um integrante de uma banda de Heavy-Metal reclamando da minha crítica. Ele disse que eu não poderia escrever sobre o festival, já que não sou um jornalista credenciado para a cobertura dele. E ainda disse, no final do e-mail, para que eu mandasse um abraço para o Lúcio Ribeiro, que é quem realmente entende do assunto. Concordo. Lúcio Ribeiro é metaleiro. Nos dois parágrafos de sua cobertura do festival, descreveu toda a cena metaleira acreana. E fez até uma crítica melhor que a minha sobre a banda. Procurem lá.
A propósito, eis a "crítica" que eu escrevi.
Banda do fulano* = Massacration.
*Vou omitir o nome da banda, pra não receber outro e-mail revoltado.
*
Bom, este ano eu vou novamente fazer minhas resenhas do festival. A minha cobertura é alternativa. Eu ouço as opiniões do público e me baseio nelas. É a cobertura do espectador. Ela não aparece nos textos que o festival divulga, aliás. Pelo modo como é escrita, nem é levada à sério. É tudo com ironia, mesmo. E se você, músico de uma banda que participará do festival, não gostar do que eu escrever, pense o seguinte: os meus textos, mesmo irônicos, às vezes são os mais sinceros.
É isso que eu chamo de ver as coisas pelo lado negativo.
Site do festival: http://www.festivalvaradouro.com.br
¤ Uma banda lendária
Recado pro Neto: Não publicar este texto no Grito Rock, o texto paga-pau da banda será outro, mais bonito e poético. Grato.
- A minha banda é quase uma lenda urbana. Atualmente está em um chamado "hiato", tal qual Los Hermanos. Só fez um show até hoje, onde tocou duas músicas, teve um outro show anunciado (inclusive em flyers e cartazes), mas não o realizou, e vive sem baterista. Já passaram pela nossa banda 6 bateristas, e outros 3 ou 4 foram sondados à participar, mas acabaram não tendo essa grande oportunidade. Aí você se pergunta: "Mas porque nenhum fica? Tua banda é ruim, hein Thiago?!".
Meu caro, o fato não é esse. Quer dizer.. bom, as nossas músicas são melhores do que as de 99% das bandas daqui, o que pode ser usado pra contrabalançar a falta de virtuosos na banda. O fato é que sempre havia algum problema, desde incompatibilidade de gostos musicais à ausência de local para ensaio. Sempre tinha algum entrave. Ou os bateristas são muito chatos, ou nós é que somos muito seletivos.
Desde janeiro de 2004 estamos na luta, tanto que o possível ocupante deste abençoado cargo é apelidado por nós de "O Messias". Não achem surpreendente que tenhamos apontado o filho recém-nascido do baixista como o salvador.
Conto abaixo algumas curiosidades à respeito da nossa trajetória pela cena rockeira acreana.
- A primeira formação da banda tinha eu, Fábio X e Henrique Gallo. O Fábio comprou uma bateria, o Henrique comprou uma guitarra e eu não comprei nada. Fiquei então com o posto de vocalista. Eu não sabia cantar (ainda não sei), o Fábio não sabia tocar bateria e o Henrique não sabia tocar guitarra. Curiosamente, a banda acabou antes de começar.
- Começamos oficialmente em janeiro de 2004, tocando cover do "The Strokes", com a formação: Thiago Fialho (vocal), Adaildo Neto (guitarra 1), Xis (guitarra 2), Hugo Netus (baixo) e Felício (bateria). As músicas eram "Hard to explain", "Last Nite" e "New York City Cops". Bons tempos.
- Alguns bateristas só tocaram conosco uma vez. Já tivemos bateristas metaleiros, evangélicos e "popzinhos".
- Uma garota nos contactou, certa vez, para ser a baterista da banda. Na verdade, nós é que estávamos à procura, no IRC, e ela respondeu ao contato. Não demorou muito pra que todos os integrantes começassem a sonhar com a menina. 15 anos, cabelos castanhos, olhos verdes, magra, alta. O Neto citava casos de guitarristas que namoravam bateristas. O Hugo defendia uma relação similar, mas de bateristas com os baixistas. Eu achava que o vocalista era o que chamava mais atenção, e essa já tava na minha.
Depois de ver a descrição da garota, resolvi perguntar sobre seus outros dotes. Ela disse que não sabia tocar, mas tinha uma bateria. Beleza, era alguma coisa (duplo sentido). Depois de algum tempo, disse que não tinha bateria, que ainda ia comprar uma, mas a amiga dela tinha e ia emprestar. Beleza, quebrava o galho (novamente). Marcamos o primeiro encontro. Fomos até a casa dela, andamos pra burro, todos empolgados, com um sorriso no rosto e fazendo comentários sobre como devia ser bonita a nossa futura baterista. Chegando lá..
Prefiro pular essa parte. O pior é que a descrição era aquela mesmo, mas não era bem o que a gente imaginava. Nos apresentamos, conversamos um pouco, e fomos embora, dessa vez comentando como iríamos ter uma baterista que não sabia tocar e, ainda por cima, definitivamente não tinha na beleza seu ponto forte. Tempos depois, soubemos que a menina sequer conhecia a tal amiga que iria emprestar a bateria. Fim de papo.
Outros relatos, em breve, em um texto revelador sobre a banda Teu Pai.
Se a preguiça permitir terminá-lo.
¤ O Ronald Rios
Aliás, nesse papo de blogs jurássicos, vale a pena comentar sobre o Ronald Rios, constantemente citado no Coca Mata. O Ronald, em 2003, comentava por aqui. Era um daqueles visitantes que se destacavam. E ele tinha um blog, e me pedia opinião sobre alguns textos. Olha.. a única lembrança que eu tenho é de que eram textos fracos e eu não via graça em nenhum. Mas como achava que o moleque podia evoluir, dava um incentivo e dizia que eram bons.
E eu falo isso hoje sem o menor pudor, porque o safado do "moleque" evoluiu mesmo. E ficou melhor que eu. Já faz um bom tempo, aliás. O blog do Ronald é muito mais engraçado que este aqui. Então - olha só eu fazendo uma coisa que não faço desde o tempo que Orkut era algo do futuro - deixo aqui novamente o link, porque vale a pena.
Fotos da Sandy Pelada.
Só não o linkem, porque ele muda o endereço do blog toda hora, e haja paciência pra ficar trocando. Eu já desisti de atualizar os meus ali do lado, diante da dificuldade. Aliás, aqui do outro lado eu ainda tenho 20 anos. Vamos fingir que estamos em 2005 e fica tudo certo.
